Escola Secundária Quinta das Palmeiras

Covilhã

A Escola Secundária Quinta das Palmeiras foi criada em 1987 numa fase que correspondeu ao alargamento da escolaridade, à massificação do ensino e à consequente necessidade de aumentar as estruturas educativas. O seu trajeto, de mais de 25 anos, foi feito de muitos obstáculos e vicissitudes que se souberam vencer, encontrando-se, nas dificuldades, as oportunidades para progredir e para crescer - parece ser uma evidência que uma escola de uma cidade do interior, ao contrário da tendência atual, aumente a sua população escolar de cerca de 300 alunos para cerca de 950, no seu curto percurso de vida.

Este sucesso tem como enquadramento um trabalho intenso, um conhecimento profundo das suas características, problemas, necessidades e mais valias. Um trabalho de profunda entrega profissional de docentes, órgãos diretivos, pessoal não docente, que se funde com quase toda a existência, crescimento, amadurecimento e transformação deste estabelecimento de ensino numa instituição reconhecida, valorizada e enaltecida na cidade e na região, por todos os que conhecem o seu percurso, o trabalho nela realizado e o serviço que coloca à disposição da sociedade.

Foi assim que uma escola frequentada essencialmente por alunos oriundos de bairros limítrofes e zonas rurais da cidade (alguns com deficiências diversas) se transforma na Escola mais procurada pela população escolar; uma Escola que cresceu fisicamente, baseando a sua ação educativa num paradigma humano, promovendo-se como um espaço educativo e cultural facilitador do sucesso escolar dos alunos e da realização profissional de docentes e não docentes. A sua ação centrou-se na promoção da formação integral dos alunos, enfatizando valores humanos de defesa e salvaguarda da vida, da integridade física, psicológica e moral, de promoção do respeito por si e pelos outros e de valores de justiça, honestidade, liberdade e verdade; na promoção, nos alunos, de atitudes de autoestima, de respeito mútuo e regras de convivência que contribuíssem para a sua educação como cidadãos tolerantes, justos e autónomos, organizados e civicamente responsáveis, que valorizassem o conhecimento, o saber e as aprendizagens e na promoção da igualdade de oportunidades de sucesso escolar, visando minimizar dificuldades específicas de aprendizagem e integração escolar e desigualdades culturais, económicas e sociais.

            O sucesso da escola é obtido através do “ensino para o sucesso” junto de todos os alunos, orientando-os para a autoaprendizagem, para a necessidade de rigor, de trabalho, de esforço e empenho, de exigência pessoal, como formas de obter sucesso na vida, num mundo imprevisível e em transformação.

            Desde início do seu percurso, a Escola desenvolveu, aprofundou e aperfeiçoou processos de autoavaliação do seu desempenho, dos serviços prestados, da prossecução dos objetivos que definia em função das necessidades detectadas e foi através destes procedimentos que melhorou a qualidade das respostas educativas, que conduziram a níveis de sucesso escolar e educativo cada vez mais elevados e reconhecidos socialmente.

Assim, procurou desenvolver-se, de forma sistemática, estratégias claras e apropriadas para avaliação da qualidade do trabalho realizado na escola e pôr em prática as medidas necessárias à sua melhoria. Procurou-se sempre delinear estratégias para avaliar áreas chave: resultados, processo ensino-aprendizagem e gestão. Para isso foi implementado, desde os anos 90, o “OQ” (Observatório da Qualidade), para conhecer o resultado do esforço investido no âmbito pedagógico; construir uma “base de dados” de modo a poder observar-se a qualidade das estruturas pedagógicas e gerir as mudanças necessárias; racionalizar o conhecimento que a escola tem de si e estimular um discurso de avaliação e autoavaliação coerente e válido; utilizar a informação útil enquanto instrumento de gestão de modo a fundamentar as tomadas de decisão e definir metas de consecução dos objetivos estabelecidos e desenvolver processos interativos de reflexão e comunicação. Neste contexto, conceptualizou-se uma aplicação informática - “OQ On-line”-, ferramenta que permite monitorizar, de modo sistemático e em tempo real, a evolução das aprendizagens dos alunos por turmas e intervir rapidamente, se necessário. Tem ainda sido feita a monitorização e avaliação interna da qualidade e da eficácia das atividades de apoio e de complemento educativo (diferenciação pedagógica em sala de aula; coadjuvações; apoios pedagógicos; tutorias; grupos de nível temporários; sala de estudo; oficina de escrita; intervenção para a dislexia; apoio a Língua Portuguesa não materna; EPU - Ensino Pré-Universitário - e EPS - Ensino Pré Secundário; apoio sócio-educativo; equipas multiprofissionais; apoio psicopedagógico e métodos de estudo prestados pelos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO), entre outros), potenciando o seu reforço ou a sua (re)orientação. A partir desta análise e avaliação tem sido possível conceber e implementar planos de melhoria consubstanciados em reflexões críticas, quer no âmbito das práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula e respetivos processos de avaliação formativa, quer no âmbito dos resultados escolares obtidos pelos alunos ao longo do ano. Estes planos de melhoria propiciam intervenções de âmbito organizacional e pedagógico, proporcionadoras de sucesso e de aumento da qualidade das aprendizagens dos alunos.

A Escola centrou-se também no desenvolvimento de um plano conducente à delineação de estratégias para a melhoria dos resultados e para a promoção do sucesso educativo. Para isso, contribuiu a reflexão consistente e sistemática das estruturas de orientação educativa sobre os índices de insucesso/sucesso escolar e a existência de um plano estratégico e sistemático de combate ao insucesso e abandono escolar. Verifica-se a definição e implementação de estratégias de melhoria dos resultados: definição de metas claras, quantificáveis e avaliáveis; uma clara aposta nas estratégias de diferenciação pedagógica e na diferenciação de apoios educativos, nos processos de referenciação das necessidades de cada aluno, na abrangência e adequação dos apoios (já referidos atrás) e na avaliação da eficácia das medidas implementadas.

Houve uma clara aposta no Currículo e na valorização dos saberes e da aprendizagem através da diversificação da oferta educativa (cultural, social e artística); na valorização dos saberes práticos profissionais e na estimulação para a aprendizagem contínua.

Intensificaram-se os processos de monitorização das situações de abandono, por exemplo através do projeto ”Aprender Compensa”. Deste modo, no âmbito do sucesso académico, realça-se: uma elevada taxa de transição de ano e de ciclo com uma taxa global de sucesso no 3º ciclo (98,6%) e no ensino secundário (85,2%); a proximidade dos resultados nas classificações externas à média nacional (tendo sido superados na maioria das disciplinas); o índice nulo de abandono escolar no 3º ciclo e residual no ensino secundário; a adoção de medidas educativas e operacionais em prol da inclusão. Realça-se, neste âmbito, a parceria desenvolvida com a Associação de Desenvolvimento Beira Serra, promotora do “Programa Escolhas”, destinado a fomentar a integração escolar e social de alunos oriundos de famílias sócio-economicamente desfavorecidas, de minorias étnicas e imigrantes.

            Destaca-se ainda o esforço da Escola e do seu órgão diretivo no sentido de promover a participação e desenvolvimento cívico dos alunos, uma vez que se considera uma forma de incrementar o desenvolvimento e a melhoria da qualidade do ensino e dos resultados escolares. O envolvimento dos alunos na colaboração com os órgãos e estruturas pedagógicas da escola incute-lhes o sentido de responsabilidade, a autoestima, a iniciativa, necessárias à formação de cidadãos ativos e participativos, de estudantes empenhados e trabalhadores. Fomenta-se a auscultação e corresponsabilização dos alunos nas decisões que lhes dizem respeito e o desenvolvimento de projetos e ações de desenvolvimento pessoal e social em diversidade e correspondência com os princípios do PE. Promove-se uma forte identificação dos alunos com a escola, conseguida devido à criação de ambientes propícios ao desenvolvimento da cidadania e ao desenvolvimento de projetos nos quais os alunos se reconhecem e que têm como resultado uma melhoria do desempenho académico.

            Valoriza-se os sucessos dos alunos, quer informal quer formalmente – atribuição do Prémio aos Melhores Alunos do 7º ao 12º anos, desde o início dos anos 90, promovido pela Associação de Pais e Encarregados de Educação e Direção da escola. Na valorização das aprendizagens consideram-se critérios académicos, de diferenciação positiva e de desenvolvimento pessoal e social.

            Quanto ao comportamento e disciplina, fomentam-se e desenvolvem-se projetos e atividades que promovem um ambiente de segurança, de disciplina, de justiça e de equidade. Promove-se o conhecimento e cumprimento das regras de funcionamento – RI - e o bom ambiente educativo. As situações problemáticas são identificadas e atua-se em tempo considerado oportuno.

            Enfatiza-se ainda estratégias de articulação e sequencialidade, na gestão conjunta e articulada dos programas e orientações curriculares, na gestão vertical do currículo e na constante orientação dos alunos e famílias ao longo do percurso escolar (através do SPO e dos diretores de turma) na coordenação pedagógica e trabalho cooperativo.

            No que concerne ao acompanhamento da prática letiva em sala de aula, fomenta-se a criação de oportunidades para que os professores de diferentes departamentos trabalhem cooperativamente na elaboração/utilização de matrizes comuns para os instrumentos de avaliação, utilizem instrumentos de avaliação comuns e reflitam sobre as práticas de ensino decorrentes da avaliação contínua dos alunos, procurando sempre a coerência do planeamento da atividade letiva com as orientações do departamento e do conselho de turma. Ao longo dos anos, houve uma clara aposta nos mecanismos de integração, acompanhamento e supervisão da prática letiva, quer através da criação da figura do ”tutor” (professores com experiência de ensino que acompanham e monitorizam o trabalho dos professores novos ou menos experientes), quer através do incremento do trabalho coadjuvado em sala de aula, prática muito comum desde há alguns anos.

            Aposta-se também, fortemente, na conceção, planeamento e desenvolvimento das atividades. O planeamento é sustentado por um diagnóstico que tem em conta os recursos humanos e materiais, o funcionamento e os resultados. Traduzido num plano de ação, é divulgado (e analisado) junto dos vários atores (professores, alunos, pais e encarregados de educação, pessoal não docente, parceiros, entre outros) e tem como principais objetivos as linhas orientadoras do projeto educativo e curricular de escola e do contrato de autonomia celebrado em 2013. Verifica-se a preocupação permanente em manter a coerência entre os diversos documentos de orientação educativa e o planeamento da oferta educativa/formativa; a adequação dos planos de acompanhamento pedagógico às especificidades de cada turma e sua coerência com o plano anual de atividades e o projeto curricular de escola.

            O plano anual de atividades da escola é executado e avaliado com forte participação de todos os intervenientes. Todos os órgãos e estruturas da escola participaram na sua elaboração, assim como os parceiros com quem a escola desenvolve parcerias pedagógicas.

            Na planificação e desenvolvimento das atividades verifica-se uma contínua preocupação em desenvolver estratégias indutoras da participação dos pais e encarregados de educação, assim como outros elementos da comunidade. Existem parcerias, protocolos e outras formas de associação ativas, em diferentes áreas, com entidades públicas e/ou privadas (Câmara Municipal da Covilhã, Parkurbis, empresas…), que favorecem a aprendizagem dos alunos e os mobilizam. A Escola envolve-se em diferentes projetos locais, nacionais e internacionais, procurando também desenvolver a articulação e cooperação com outras escolas e instituições de ensino superior. Destacando-se mesmo o feed-back muito positivo que algumas universidades, nomeadamente a Universidade Católica-Lisboa e a Universidade da Beira Interior enviaram à escola, relativamente à boa preparação dos nossos alunos.

Relativamente à gestão dos recursos humanos e financeiros, procura-se uma gestão das competências profissionais do pessoal docente e não docente baseada numa valorização da formação contínua e no conhecimento e adequação das competências de cada profissional às diversas funções, de forma a rentabilizar a distribuição do serviço. O plano de formação é elaborado com base no diagnóstico de necessidades. Para facilitar/rentabilizar o trabalho burocrático de professores, no desempenho dos cargos de diretor de turma e coordenador de departamento ou coordenador de disciplina e do pessoal administrativo, foi criado o “Projeto de Rebranding Palmeiras” – edição digital de documentos pedagógicos e administrativos da escola. Para desenvolver competências dos docentes na área das novas tecnologias, foi desenvolvido o projeto “HELP – Hoje Experimentamos, Lecionamos e Progredimos”. Os assistentes operacionais colaboram e também dinamizam projetos de dimensão educativa.

            A adequação das instalações, espaços e equipamentos está comprovada e a gestão facilitou o acesso a diversos recursos (refeitório, cozinha, salas de alunos, biblioteca, laboratórios, salas de aulas, pavilhão gimnodesportivo, centro tecnológico, salas de áudio-visuais e multimédia e respetivos materiais e equipamentos). Verifica-se uma preocupação constante com a manutenção, segurança e salubridade. São realizados, pelo menos uma vez por período, simulacros. Fazem-se regularmente vistorias às instalações e equipamentos e atualiza-se o plano de emergência. Fazem-se periodicamente análises da qualidade do ar e da água.

             No sentido de promover e fomentar a criação de receita, foram criados mecanismos que permitem rentabilizar os recursos, nomeadamente através da racionalização dos gastos, da rentabilização dos recursos materiais, financeiros e humanos, da candidatura a financiamentos e projetos e de estabelecimento de parceiras e estratégias de funcionamento inovadoras (como por exemplo, a construção de um Centro Tecnológico em Educação). A gestão promove uma articulação entre órgãos, de forma que se reconheça, por um lado, o princípio da subsidiariedade e, por outro, a valorização da complementaridade, decorrente da natureza das funções e responsabilidades dos órgãos. Existe abertura à inovação e capacidade de mobilizar apoios necessários, produzindo-se iniciativas e soluções inovadoras com repercussão nas aprendizagens dos alunos e criando-se novas oportunidades que lhes permitem trilhar caminhos de excelência.

            Verifica-se uma coerência da gestão financeira com os objetivos do projeto educativo, com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral e com o planeamento das atividades. São delineadas ações e medidas intencionais no sentido de a escola ser reconhecida e procurada pela sua qualidade, gestão, acolhimento e profissionalismo. Está patente uma visão estratégica face ao Projeto Educativo e ao trabalho em curso - escola com Contrato de Autonomia renovado em 2013. Saliente-se ainda a constatação, através da avaliação interna, da satisfação dos utentes (alunos, pais e encarregados de educação, professores, assistentes). Ao longo de toda a gestão a Escola Secundária Quinta das Palmeiras teve, tem e terá sempre um desempenho assente na eficiência, eficácia e economia.

 

Oferta Formativa da Instituição (2016/2017)